Plano de Contingência

Data 25 Março 2020

 

 

 

 

PLANO

DE CONTINGÊNCIA

Corona Virús

Sars Cov – 2 (covid- 19)

 

 

 

ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA PESSOAS IDOSAS (ERPI)

 

 

 

25 de março de 2020

 

1.      OBJETIVO

O presente documento tem por objetivo definir diretrizes de atuação de forma a mitigar os efeitos de uma possível contaminação da população sénior da resposta social Estrutura Residencial Para Idosos da Associação dos Pescadores Aposentados de Matosinhos) com o covid-19.

 

2.ÂMBITO DE APLICAÇÃO

O presente plano de contingência aplica-se a toda a população da instituição e terceiros que se encontrem nas instalações da mesma.

A elaboração deste Plano de Contingência no âmbito da infeção pelo novo Coronavírus SARS-CoV-2, assim como os procedimentos a adotar perante um trabalhador com sintomas desta infeção, devem seguir a informação disponibilizada nas orientações da DGS, nomeadamente a Norma 006/2020 de 26/02/2020 e Decreto-Lei n.º 135/2013, de 4 de outubro.

 

3.QUE É O CORONAVÍRUS

O Coronavírus pertence a uma família de vírus que causam infeções respiratórias. Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias mais complicadas, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave que ficou conhecida pela sigla SARS, da síndrome em inglês “SevereAcuteRespiratorySyndrome”.

A nova estirpe de coronavírus, foi descoberta em 31/12/19 após casos registados na China, na cidade de Wuhan; até à data, nunca tinha sido identificado em Humanos. Inicialmente designada de 2019-nCov, foi posteriormente titulada pelo CoronaVirus Study Group, como SARS-CoV-2. Rapidamente demonstrou a sua capacidade de transmissão, sendo certa e inevitável a sua propagação global.

 

4.SINTOMAS

Os sintomas podem ser semelhantes ao de uma vulgar infeção gripal, tais como:

  • Febre
  • Fadiga
  • Espirros inconstantes
  • Tosse
  • Dificuldades respiratórias
  • Dores musculares
  • Falta de olfato
  • Cansaço

 

5.DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO 

É considerado caso suspeito todo o indivíduo que cumpra os seguintes critérios

 

 

 

 

 

infeção respiratória aguda (febre ou tosse ou dificuldade respiratória) requerendo  ou  não hospitalização

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Histórico de viagem para áreas com transmissão comunitária ativa nos 14 dias antes do início dos sintomas

 

OU

 

Contacto com caso confirmado ou provável de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19, nos 14

dias antes do início dos sintomas

 

OU

 

Profissional de saúde ou pessoa que tenha estado numa instituição de saúde onde são tratados doentes com COVID-19

6.GRUPO DE RISCO   

Abrange todas as pessoas que se encontram mais vulneráveis no combate ao vírus, podendo a eliminação do mesmo prolongar-se ou ficar comprometida, caso as defesas naturais do doente se encontrem debilitadas, seja por idade avançada, seja por doença aguda ou crónica. Nestas circunstâncias encontram-se as grávidas, a população idosa (idade igual ou superior a 65 anos), os doentes crónicos, como são os diabéticos, os portadores de doenças autoimunes ou de doenças crónicas pulmonares cardíacas, renais ou hepáticas.

 

7.MEDIDAS BÁSICAS RECOMENDADAS A TODOS

  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou utilizando uma solução aquosa á base de álcool
  • Tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com um lenço de papel ou com o antebraço, NUNCA com as mãos e deitar o lenço de papel no lixo)
  • Manter a distância de segurança de outras pessoas, de pelo menos um metro
  • Evitar tocar com as mãos nos olhos, nariz ou boca
  •  

8.MEDIDAS ADOTADAS PELA APAM 

Foram adquiridos dispensadores de solução antisséptica de base alcoólica para as mãos e distribuídos junto do equipamento de registo de assiduidade, dos locais de atendimento ao público, das zonas de refeições e das casas-de-banho;

Foram adquiridos termómetros para avaliação da temperatura dos colaboradores. Diariamente, à entrada e à saída do serviço os colaboradores estão a avaliar e registar em impresso próprio a sua temperatura

Foram afixadas, nos locais que proporcionem a transmissão da sua mensagem, as informações da Direção Geral da Saúde;

Foi reforçado o plano de limpeza e higienização dos espaços;

Foi adaptado o circuito de circulação de pessoas;

Foram restringidas todas as visitas e limitado o acesso ao mínimo indispensável;

Foram canceladas todas as atividades externas;

Foram adaptados três quarto para isolamento com os respetivos kit’s de emergência;

 

9.ESTABELECIMENTO DE PROCEDIMENTOS ESPECIFICOS NUM CASO SUSPEITO – COLABORADOR EM

GERAL

Qualquer Colaborador com sinais e sintomas de COVID-19 e ligação epidemiológica deve informar a chefia direta, por via telefónica, colocar máscara cirúrgica, se o seu estado clínico o permitir, e dirigir-se para a sala de "isolamento" definida no Plano. O Colaborador não deve tocar em nada no seu percurso até referida área

Depois do Colaborador se encontrar na área de "isolamento", deverá contactar o  SNS  24 (808 24 24 24), não devendo, em caso algum, abandonar a área de "isolamento", sem ordem ex- pressa das autoridades de saúde.

 

Caso suspeito

Trabalhador com sintomas, ou trabalhador que o identifique, informa a chefia direta da situação. Trabalhador dirige-se para a área de isolamento através do circuito de deslocação definido

Trabalhador com sintomas contacta o SNS24 (808 24 24 24) e segue as instruções que lhe forem fornecidas.

Chefia direta assegura a assistência necessária ao trabalhador

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9.1.Procedimentos num caso suspeito após contacto com o SNS24

 

  • Caso não suspeito;
  • Caso suspeito, mas não validado.

Nas duas situações, o trabalhador deverá ser tratado de forma adequada, do ponto de vista clínico, seguindo eventualmente as orientações da Linha Saúde 24; em posteriormente será reencaminhado o processo para a Medicina do Trabalho para dar seguimento.

  • Caso suspeito validado:
  1. O trabalhador permanece na área de isolamento até à chegada do INEM para transporte até ao Hospital de referência;
  2. Vedar acesso à área de isolamento;
  3. Identificar os contactos próximos do trabalhador e transmitir à Unidade de Saúde Pública;
  4. Informar os trabalhadores do edifício e demais utilizadores, sobre os procedimentos a adotar;
  5. Informar o Médico do Trabalho;
  6. Assegurar a limpeza e desinfeção da área de isolamento;
  7. Comunicar à Unidade de Saúde Pública a limpeza e desinfeção da área de isolamento e solicitar o levantamento da interdição da área de isolamento.

 

10. ESTABELECIMENTO DE PROCEDIMENTOS ESPECIFICOS NUM CASO SUSPEITO – UTENTE

 

Todos os Utentes estão a ter monitorização diária, com avaliação de sinais vitais, por parte da equipa de Enfermagem, duas vezes por dia.

No entanto, se um Utente apresentar sinais e/ou sintomas de COVID-19, e ligação epidemiológica, o Enfermeiro e/ou Ajudante de Ação Direta deve colocar-lhe, de imediato, uma máscara cirúrgica e encaminhá-lo para a sala de “isolamento”, referida anteriormente. O Utente não deve tocar em nada no seu percurso até à referida área.

O quarto do Utente, e seus pertences, deverão ser de imediato desinfetados.

Quando o Utente se encontrar na área de “isolamento”, o Enfermeiro deverá contactar o SNS 24 (808 24 24 24) e/ou Linha de Emergência Nacional (112), e acompanhar o Utente o máximo de tempo possível. O Enfermeiro pode ser substituído por um Ajudante de Ação Direta.

Entretanto, e após suspeita e/ou  confirmação  de  caso  infetado  com  COVID-19,  o  Utente  será encaminhado para o Serviço de Urgência, onde irá receber tratamento adequado e ajustado aos seus sintomas.

Quer o Utente fique internado ou não, quando regressar À Instituição deverá ter na sua posse o resultado do teste negativo.

Mesmo assim, após a sua chegada à Instituição, o Utente deverá ficar 14 dias em isolamento

profilático.

Caso habite num quarto individual, não será necessária a sua deslocação no alojamento.

Caso seja um Utente que coabite com outro Utente, em quarto duplo, a Direção Técnica terá de efetuar a sua transferência para um quarto individual, trocando - temporariamente - Utentes

11.AJUSTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS       

 

A 09.03.2020 deu-se o encerramento, por tempo indeterminado, da resposta social Centro de Convívio. E a 16.03.2020 o encerramento da resposta social Centro de Dia.

A 27.03.2020 deu-se a concentração da resposta social Serviço de Apoio Domiciliário em uma só equipa de rua, garantindo o apoio a todos os utentes dessa resposta social.

Desde esta data que os Colaboradores destas respostas sociais foram mobilizados para a ERPI por forma a assegurar o correto funcionamento da mesma, uma vez que com os Planos de Contingência Nacionais, os Recursos Humanos foram afetados.

Com o objetivo de diminuir o risco de contágio, a circulação de pessoas, dentro das instalações da ERPI, foi condicionada. Consequentemente, os horários de trabalho destes colaboradores sofreram alterações. A carga horária foi diminuída, em algumas áreas de trabalho, e foi elaborada uma escala   rotativa onde foram colocados alguns Colaboradores, em casa, num período de reserva, caso venha a ser necessário substituir algum Colaborador que se suspeite poder estar infetado (análise sinais vitais).

No caso dos Ajudantes de Ação Direta, uma vez que são essenciais para o melhor funcionamento da ERPI, a carga horária de trabalho foia aumentada, mas foi ajustado o nº de folgas, para que consigam estar mais tempo em casa, conforme as recomendações.

Caso surja algum caso suspeito de estar infetado com COVID-19 a Direção Técnica fará a sua substituição por um Colaborador que esteja de folga/reserva.

 

12.SISTEMATIZAÇÃO DO PLANO    

 

Para garantir uma efetiva prestação de cuidados de serviço em segurança toda a ERPI sofreu alterações. Foi estabelecida uma nova escala de serviço que diminui o risco de contaminação e um maior período de tempo dos colaboradores nas respetivas casas. Traduz-se assim em quatro equipas fixas (constituídas por ajudantes de ação diretas e trabalhadoras auxiliares) em regime de 12H cada turno, durante três dias seguidos e descanso outros três.

Restringida a entrada das colaboradoras do serviço de lavandaria nas instalações da ERPI, bem como as cozinheiras e auxiliares de cozinha ficando restritas ao espaço que lhes é inerente.

No que se refere ao serviço administrativo o horário laboral foi diminuído para metade e dividido entre as duas colaboradoras. O mesmo se aplica para as duas colaboradoras com cargos de chefia institucional.

De salientar que a equipa de enfermagem, pelo contrário de todas as outras, foi reforçado em horário e em mais um profissional de saúde (enfermeiro) a trabalhar em simultâneo.

A Direção Técnica será sempre assegurada pelas duas Técnicas ao serviço.

 

 

 

 

PLANO

DE CONTINGÊNCIA

Corona Virús

Sars Cov – 2 (covid- 19)

 

 

 

ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA PESSOAS IDOSOS (ERPI)

 

 

 

25 de março de 2020

 

1.      OBJETIVO

O presente documento tem por objetivo definir diretrizes de atuação de forma a mitigar os efeitos de uma possível contaminação da população sénior da resposta social Estrutura Residencial Para Idosos Da Associação dos Pescadores Aposentados de Matosinhos) com o covid-19.

 

2.ÂMBITO DE APLICAÇÃO

O presente plano de contingência aplica-se a toda a população da instituição e terceiros que se encontrem nas instalações da mesma.

A elaboração deste Plano de Contingência no âmbito da infeção pelo novo Coronavírus SARS-CoV-2, assim como os procedimentos a adotar perante um trabalhador com sintomas desta infeção, devem seguir a informação disponibilizada nas orientações da DGS, nomeadamente a Norma 006/2020 de 26/02/2020 e Decreto-Lei n.º 135/2013, de 4 de outubro.

 

3.QUE É O CORONAVÍRUS

O Coronavírus pertence a uma família de vírus que causam infeções respiratórias. Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias mais complicadas, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave que ficou conhecida pela sigla SARS, da síndrome em inglês “SevereAcuteRespiratorySyndrome”.

A nova estirpe de coronavírus, foi descoberta em 31/12/19 após casos registados na China, na cidade de Wuhan; até à data, nunca tinha sido identificado em Humanos. Inicialmente designada de 2019-nCov, foi posteriormente titulada pelo CoronaVirus Study Group, como SARS-CoV-2. Rapidamente demonstrou a sua capacidade de transmissão, sendo certa e inevitável a sua propagação global.

 

4.SINTOMAS

Os sintomas podem ser semelhantes ao de uma vulgar infeção gripal, tais como:

  • Febre
  • Fadiga
  • Espirros inconstantes
  • Tosse
  • Dificuldades respiratórias
  • Dores musculares
  • Falta de olfato
  • Cansaço

 

5.DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO 

É considerado caso suspeito todo o indivíduo que cumpra os seguintes critérios

 

 

 

 

 

infeção respiratória aguda (febre ou tosse ou dificuldade respiratória) requerendo  ou  não hospitalização

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Histórico de viagem para áreas com transmissão comunitária ativa nos 14 dias antes do início dos sintomas

 

OU

 

Contacto com caso confirmado ou provável de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19, nos 14

dias antes do início dos sintomas

 

OU

 

Profissional de saúde ou pessoa que tenha estado numa instituição de saúde onde são tratados doentes com COVID-19

6.GRUPO DE RISCO   

Abrange todas as pessoas que se encontram mais vulneráveis no combate ao vírus, podendo a eliminação do mesmo prolongar-se ou ficar comprometida, caso as defesas naturais do doente se encontrem debilitadas, seja por idade avançada, seja por doença aguda ou crónica. Nestas circunstâncias encontram-se as grávidas, a população idosa (idade igual ou superior a 65 anos), os doentes crónicos, como são os diabéticos, os portadores de doenças autoimunes ou de doenças crónicas pulmonares cardíacas, renais ou hepáticas.

 

7.MEDIDAS BÁSICAS RECOMENDADAS A TODOS

  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou utilizando uma solução aquosa á base de álcool
  • Tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com um lenço de papel ou com o antebraço, NUNCA com as mãos e deitar o lenço de papel no lixo)
  • Manter a distância de segurança de outras pessoas, de pelo menos um metro
  • Evitar tocar com as mãos nos olhos, nariz ou boca
  •  

8.MEDIDAS ADOTADAS PELA APAM 

Foram adquiridos dispensadores de solução antisséptica de base alcoólica para as mãos e distribuídos junto do equipamento de registo de assiduidade, dos locais de atendimento ao público, das zonas de refeições e das casas-de-banho;

Foram adquiridos termómetros para avaliação da temperatura dos colaboradores. Diariamente, à entrada e à saída do serviço os colaboradores estão a avaliar e registar em impresso próprio a sua temperatura

Foram afixadas, nos locais que proporcionem a transmissão da sua mensagem, as informações da Direção Geral da Saúde;

Foi reforçado o plano de limpeza e higienização dos espaços;

Foi adaptado o circuito de circulação de pessoas;

Foram restringidas todas as visitas e limitado o acesso ao mínimo indispensável;

Foram canceladas todas as atividades externas;

Foram adaptados três quarto para isolamento com os respetivos kit’s de emergência;

 

9.ESTABELECIMENTO DE PROCEDIMENTOS ESPECIFICOS NUM CASO SUSPEITO – COLABORADOR EM

GERAL

Qualquer Colaborador com sinais e sintomas de COVID-19 e ligação epidemiológica deve informar a chefia direta, por via telefónica, colocar máscara cirúrgica, se o seu estado clínico o permitir, e dirigir-se para a sala de "isolamento" definida no Plano. O Colaborador não deve tocar em nada no seu percurso até referida área

Depois do Colaborador se encontrar na área de "isolamento", deverá contactar o  SNS  24 (808 24 24 24), não devendo, em caso algum, abandonar a área de "isolamento", sem ordem ex- pressa das autoridades de saúde.

 

Caso suspeito

Trabalhador com sintomas, ou trabalhador que o identifique, informa a chefia direta da situação. Trabalhador dirige-se para a área de isolamento através do circuito de deslocação definido

Trabalhador com sintomas contacta o SNS24 (808 24 24 24) e segue as instruções que lhe forem fornecidas.

Chefia direta assegura a assistência necessária ao trabalhador

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9.1.Procedimentos num caso suspeito após contacto com o SNS24

 

  • Caso não suspeito;
  • Caso suspeito, mas não validado.

Nas duas situações, o trabalhador deverá ser tratado de forma adequada, do ponto de vista clínico, seguindo eventualmente as orientações da Linha Saúde 24; em posteriormente será reencaminhado o processo para a Medicina do Trabalho para dar seguimento.

  • Caso suspeito validado:
  1. O trabalhador permanece na área de isolamento até à chegada do INEM para transporte até ao Hospital de referência;
  2. Vedar acesso à área de isolamento;
  3. Identificar os contactos próximos do trabalhador e transmitir à Unidade de Saúde Pública;
  4. Informar os trabalhadores do edifício e demais utilizadores, sobre os procedimentos a adotar;
  5. Informar o Médico do Trabalho;
  6. Assegurar a limpeza e desinfeção da área de isolamento;
  7. Comunicar à Unidade de Saúde Pública a limpeza e desinfeção da área de isolamento e solicitar o levantamento da interdição da área de isolamento.

 

10. ESTABELECIMENTO DE PROCEDIMENTOS ESPECIFICOS NUM CASO SUSPEITO – UTENTE

 

Todos os Utentes estão a ter monitorização diária, com avaliação de sinais vitais, por parte da equipa de Enfermagem, duas vezes por dia.

No entanto, se um Utente apresentar sinais e/ou sintomas de COVID-19, e ligação epidemiológica, o Enfermeiro e/ou Ajudante de Ação Direta deve colocar-lhe, de imediato, uma máscara cirúrgica e encaminhá-lo para a sala de “isolamento”, referida anteriormente. O Utente não deve tocar em nada no seu percurso até à referida área.

O quarto do Utente, e seus pertences, deverão ser de imediato desinfetados.

Quando o Utente se encontrar na área de “isolamento”, o Enfermeiro deverá contactar o SNS 24 (808 24 24 24) e/ou Linha de Emergência Nacional (112), e acompanhar o Utente o máximo de tempo possível. O Enfermeiro pode ser substituído por um Ajudante de Ação Direta.

Entretanto, e após suspeita e/ou  confirmação  de  caso  infetado  com  COVID-19,  o  Utente  será encaminhado para o Serviço de Urgência, onde irá receber tratamento adequado e ajustado aos seus sintomas.

Quer o Utente fique internado ou não, quando regressar À Instituição deverá ter na sua posse o resultado do teste negativo.

Mesmo assim, após a sua chegada à Instituição, o Utente deverá ficar 14 dias em isolamento

profilático.

Caso habite num quarto individual, não será necessária a sua deslocação no alojamento.

Caso seja um Utente que coabite com outro Utente, em quarto duplo, a Direção Técnica terá de efetuar a sua transferência para um quarto individual, trocando - temporariamente - Utentes

11.AJUSTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS       

 

A 09.03.2020 deu-se o encerramento, por tempo indeterminado, da resposta social Centro de Convívio. E a 16.03.2020 o encerramento da resposta social Centro de Dia.

A 27.03.2020 deu-se a concentração da resposta social Serviço de Apoio Domiciliário em uma só equipa de rua, garantindo o apoio a todos os utentes dessa resposta social.

Desde esta data que os Colaboradores destas respostas sociais foram mobilizados para a ERPI por forma a assegurar o correto funcionamento da mesma, uma vez que com os Planos de Contingência Nacionais, os Recursos Humanos foram afetados.

Com o objetivo de diminuir o risco de contágio, a circulação de pessoas, dentro das instalações da ERPI, foi condicionada. Consequentemente, os horários de trabalho destes colaboradores sofreram alterações. A carga horária foi diminuída, em algumas áreas de trabalho, e foi elaborada uma escala   rotativa onde foram colocados alguns Colaboradores, em casa, num período de reserva, caso venha a ser necessário substituir algum Colaborador que se suspeite poder estar infetado (análise sinais vitais).

No caso dos Ajudantes de Ação Direta, uma vez que são essenciais para o melhor funcionamento da ERPI, a carga horária de trabalho foia aumentada, mas foi ajustado o nº de folgas, para que consigam estar mais tempo em casa, conforme as recomendações.

Caso surja algum caso suspeito de estar infetado com COVID-19 a Direção Técnica fará a sua substituição por um Colaborador que esteja de folga/reserva.

 

12.SISTEMATIZAÇÃO DO PLANO    

 

Para garantir uma efetiva prestação de cuidados de serviço em segurança toda a ERPI sofreu alterações. Foi estabelecida uma nova escala de serviço que diminui o risco de contaminação e um maior período de tempo dos colaboradores nas respetivas casas. Traduz-se assim em quatro equipas fixas (constituídas por ajudantes de ação diretas e trabalhadoras auxiliares) em regime de 12H cada turno, durante três dias seguidos e descanso outros três.

Restringida a entrada das colaboradoras do serviço de lavandaria nas instalações da ERPI, bem como as cozinheiras e auxiliares de cozinha ficando restritas ao espaço que lhes é inerente.

No que se refere ao serviço administrativo o horário laboral foi diminuído para metade e dividido entre as duas colaboradoras. O mesmo se aplica para as duas colaboradoras com cargos de chefia institucional.

De salientar que a equipa de enfermagem, pelo contrário de todas as outras, foi reforçado em horário e em mais um profissional de saúde (enfermeiro) a trabalhar em simultâneo.

A Direção Técnica será sempre assegurada pelas duas Técnicas ao serviço.

 

 

 

 

PLANO

DE CONTINGÊNCIA

Corona Virús

Sars Cov – 2 (covid- 19)

 

 

 

ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA PESSOAS IDOSOS (ERPI)

 

 

 

25 de março de 2020

 

1.      OBJETIVO

O presente documento tem por objetivo definir diretrizes de atuação de forma a mitigar os efeitos de uma possível contaminação da população sénior da resposta social Estrutura Residencial Para Idosos Da Associação dos Pescadores Aposentados de Matosinhos) com o covid-19.

 

2.ÂMBITO DE APLICAÇÃO

O presente plano de contingência aplica-se a toda a população da instituição e terceiros que se encontrem nas instalações da mesma.

A elaboração deste Plano de Contingência no âmbito da infeção pelo novo Coronavírus SARS-CoV-2, assim como os procedimentos a adotar perante um trabalhador com sintomas desta infeção, devem seguir a informação disponibilizada nas orientações da DGS, nomeadamente a Norma 006/2020 de 26/02/2020 e Decreto-Lei n.º 135/2013, de 4 de outubro.

 

3.QUE É O CORONAVÍRUS

O Coronavírus pertence a uma família de vírus que causam infeções respiratórias. Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias mais complicadas, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave que ficou conhecida pela sigla SARS, da síndrome em inglês “SevereAcuteRespiratorySyndrome”.

A nova estirpe de coronavírus, foi descoberta em 31/12/19 após casos registados na China, na cidade de Wuhan; até à data, nunca tinha sido identificado em Humanos. Inicialmente designada de 2019-nCov, foi posteriormente titulada pelo CoronaVirus Study Group, como SARS-CoV-2. Rapidamente demonstrou a sua capacidade de transmissão, sendo certa e inevitável a sua propagação global.

 

4.SINTOMAS

Os sintomas podem ser semelhantes ao de uma vulgar infeção gripal, tais como:

  • Febre
  • Fadiga
  • Espirros inconstantes
  • Tosse
  • Dificuldades respiratórias
  • Dores musculares
  • Falta de olfato
  • Cansaço

 

5.DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO 

É considerado caso suspeito todo o indivíduo que cumpra os seguintes critérios

 

 

 

 

 

infeção respiratória aguda (febre ou tosse ou dificuldade respiratória) requerendo  ou  não hospitalização

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Histórico de viagem para áreas com transmissão comunitária ativa nos 14 dias antes do início dos sintomas

 

OU

 

Contacto com caso confirmado ou provável de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19, nos 14

dias antes do início dos sintomas

 

OU

 

Profissional de saúde ou pessoa que tenha estado numa instituição de saúde onde são tratados doentes com COVID-19

6.GRUPO DE RISCO   

Abrange todas as pessoas que se encontram mais vulneráveis no combate ao vírus, podendo a eliminação do mesmo prolongar-se ou ficar comprometida, caso as defesas naturais do doente se encontrem debilitadas, seja por idade avançada, seja por doença aguda ou crónica. Nestas circunstâncias encontram-se as grávidas, a população idosa (idade igual ou superior a 65 anos), os doentes crónicos, como são os diabéticos, os portadores de doenças autoimunes ou de doenças crónicas pulmonares cardíacas, renais ou hepáticas.

 

7.MEDIDAS BÁSICAS RECOMENDADAS A TODOS

  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou utilizando uma solução aquosa á base de álcool
  • Tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com um lenço de papel ou com o antebraço, NUNCA com as mãos e deitar o lenço de papel no lixo)
  • Manter a distância de segurança de outras pessoas, de pelo menos um metro
  • Evitar tocar com as mãos nos olhos, nariz ou boca
  •  

8.MEDIDAS ADOTADAS PELA APAM 

Foram adquiridos dispensadores de solução antisséptica de base alcoólica para as mãos e distribuídos junto do equipamento de registo de assiduidade, dos locais de atendimento ao público, das zonas de refeições e das casas-de-banho;

Foram adquiridos termómetros para avaliação da temperatura dos colaboradores. Diariamente, à entrada e à saída do serviço os colaboradores estão a avaliar e registar em impresso próprio a sua temperatura

Foram afixadas, nos locais que proporcionem a transmissão da sua mensagem, as informações da Direção Geral da Saúde;

Foi reforçado o plano de limpeza e higienização dos espaços;

Foi adaptado o circuito de circulação de pessoas;

Foram restringidas todas as visitas e limitado o acesso ao mínimo indispensável;

Foram canceladas todas as atividades externas;

Foram adaptados três quarto para isolamento com os respetivos kit’s de emergência;

 

9.ESTABELECIMENTO DE PROCEDIMENTOS ESPECIFICOS NUM CASO SUSPEITO – COLABORADOR EM

GERAL

Qualquer Colaborador com sinais e sintomas de COVID-19 e ligação epidemiológica deve informar a chefia direta, por via telefónica, colocar máscara cirúrgica, se o seu estado clínico o permitir, e dirigir-se para a sala de "isolamento" definida no Plano. O Colaborador não deve tocar em nada no seu percurso até referida área

Depois do Colaborador se encontrar na área de "isolamento", deverá contactar o  SNS  24 (808 24 24 24), não devendo, em caso algum, abandonar a área de "isolamento", sem ordem ex- pressa das autoridades de saúde.

 

Caso suspeito

Trabalhador com sintomas, ou trabalhador que o identifique, informa a chefia direta da situação. Trabalhador dirige-se para a área de isolamento através do circuito de deslocação definido

Trabalhador com sintomas contacta o SNS24 (808 24 24 24) e segue as instruções que lhe forem fornecidas.

Chefia direta assegura a assistência necessária ao trabalhador

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9.1.Procedimentos num caso suspeito após contacto com o SNS24

 

  • Caso não suspeito;
  • Caso suspeito, mas não validado.

Nas duas situações, o trabalhador deverá ser tratado de forma adequada, do ponto de vista clínico, seguindo eventualmente as orientações da Linha Saúde 24; em posteriormente será reencaminhado o processo para a Medicina do Trabalho para dar seguimento.

  • Caso suspeito validado:
  1. O trabalhador permanece na área de isolamento até à chegada do INEM para transporte até ao Hospital de referência;
  2. Vedar acesso à área de isolamento;
  3. Identificar os contactos próximos do trabalhador e transmitir à Unidade de Saúde Pública;
  4. Informar os trabalhadores do edifício e demais utilizadores, sobre os procedimentos a adotar;
  5. Informar o Médico do Trabalho;
  6. Assegurar a limpeza e desinfeção da área de isolamento;
  7. Comunicar à Unidade de Saúde Pública a limpeza e desinfeção da área de isolamento e solicitar o levantamento da interdição da área de isolamento.

 

10. ESTABELECIMENTO DE PROCEDIMENTOS ESPECIFICOS NUM CASO SUSPEITO – UTENTE

 

Todos os Utentes estão a ter monitorização diária, com avaliação de sinais vitais, por parte da equipa de Enfermagem, duas vezes por dia.

No entanto, se um Utente apresentar sinais e/ou sintomas de COVID-19, e ligação epidemiológica, o Enfermeiro e/ou Ajudante de Ação Direta deve colocar-lhe, de imediato, uma máscara cirúrgica e encaminhá-lo para a sala de “isolamento”, referida anteriormente. O Utente não deve tocar em nada no seu percurso até à referida área.

O quarto do Utente, e seus pertences, deverão ser de imediato desinfetados.

Quando o Utente se encontrar na área de “isolamento”, o Enfermeiro deverá contactar o SNS 24 (808 24 24 24) e/ou Linha de Emergência Nacional (112), e acompanhar o Utente o máximo de tempo possível. O Enfermeiro pode ser substituído por um Ajudante de Ação Direta.

Entretanto, e após suspeita e/ou  confirmação  de  caso  infetado  com  COVID-19,  o  Utente  será encaminhado para o Serviço de Urgência, onde irá receber tratamento adequado e ajustado aos seus sintomas.

Quer o Utente fique internado ou não, quando regressar À Instituição deverá ter na sua posse o resultado do teste negativo.

Mesmo assim, após a sua chegada à Instituição, o Utente deverá ficar 14 dias em isolamento

profilático.

Caso habite num quarto individual, não será necessária a sua deslocação no alojamento.

Caso seja um Utente que coabite com outro Utente, em quarto duplo, a Direção Técnica terá de efetuar a sua transferência para um quarto individual, trocando - temporariamente - Utentes

11.AJUSTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS       

 

A 09.03.2020 deu-se o encerramento, por tempo indeterminado, da resposta social Centro de Convívio. E a 16.03.2020 o encerramento da resposta social Centro de Dia.

A 27.03.2020 deu-se a concentração da resposta social Serviço de Apoio Domiciliário em uma só equipa de rua, garantindo o apoio a todos os utentes dessa resposta social.

Desde esta data que os Colaboradores destas respostas sociais foram mobilizados para a ERPI por forma a assegurar o correto funcionamento da mesma, uma vez que com os Planos de Contingência Nacionais, os Recursos Humanos foram afetados.

Com o objetivo de diminuir o risco de contágio, a circulação de pessoas, dentro das instalações da ERPI, foi condicionada. Consequentemente, os horários de trabalho destes colaboradores sofreram alterações. A carga horária foi diminuída, em algumas áreas de trabalho, e foi elaborada uma escala   rotativa onde foram colocados alguns Colaboradores, em casa, num período de reserva, caso venha a ser necessário substituir algum Colaborador que se suspeite poder estar infetado (análise sinais vitais).

No caso dos Ajudantes de Ação Direta, uma vez que são essenciais para o melhor funcionamento da ERPI, a carga horária de trabalho foia aumentada, mas foi ajustado o nº de folgas, para que consigam estar mais tempo em casa, conforme as recomendações.

Caso surja algum caso suspeito de estar infetado com COVID-19 a Direção Técnica fará a sua substituição por um Colaborador que esteja de folga/reserva.

 

12.SISTEMATIZAÇÃO DO PLANO    

 

Para garantir uma efetiva prestação de cuidados de serviço em segurança toda a ERPI sofreu alterações. Foi estabelecida uma nova escala de serviço que diminui o risco de contaminação e um maior período de tempo dos colaboradores nas respetivas casas. Traduz-se assim em quatro equipas fixas (constituídas por ajudantes de ação diretas e trabalhadoras auxiliares) em regime de 12H cada turno, durante três dias seguidos e descanso outros três.

Restringida a entrada das colaboradoras do serviço de lavandaria nas instalações da ERPI, bem como as cozinheiras e auxiliares de cozinha ficando restritas ao espaço que lhes é inerente.

No que se refere ao serviço administrativo o horário laboral foi diminuído para metade e dividido entre as duas colaboradoras. O mesmo se aplica para as duas colaboradoras com cargos de chefia institucional.

De salientar que a equipa de enfermagem, pelo contrário de todas as outras, foi reforçado em horário e em mais um profissional de saúde (enfermeiro) a trabalhar em simultâneo.

A Direção Técnica será sempre assegurada pelas duas Técnicas ao serviço.

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